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Construção civil no Brasil deve crescer de 3,5% a 4% em 2013

A construção civil no Brasil deve consolidar no próximo ano a tendência de crescimento moderado, próximo de 4 por cento ao ano, que começou a ser desenhada ao longo de 2012 e afastou o setor do avanço robusto visto há dois anos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013, projetou nesta quarta-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), praticamente o mesmo nível de alta esperado para este ano.

“Vemos à frente um cenário de estabilização da construção civil, uma normalização do nível da atividade e do número de empregados”, afirmou a jornalistas o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Segundo especialistas do setor, fatores como maior investimento em infraestrutura, retomada dos lançamentos e recuperação da cena macroeconômica como um todo devem contribuir para que o mercado imobiliário mantenha o ritmo de crescimento.

O Sinduscon previa crescimento de 5,2 por cento para 2012, mas, ao longo do ano, fatores como redução de investimentos pelas empresas, menores investimentos públicos em infraestrutura e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários levaram a uma redução da expectativa para alta de 4 por cento.

“Acreditava-se que em 2012 teríamos um cenário melhor, mas nem tudo foi como esperado”, disse a economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ana Maria Castelo.

Em 2010, ano de forte aceleração do setor, o crescimento foi de 15,2 por cento, recuando para 4,8 por cento em 2011.

O mercado imobiliário brasileiro começou a sinalizar uma mudança de patamar já no final de 2011, com as empresas reduzindo lançamentos de novos projetos em prol de vendas de estoques e geração de caixa para retornar à rentabilidade.

“Mas estamos longe de dizer que 2012 teve um cenário ruim”, disse Ana Maria, destacando, entre os pontos positivos deste ano “os preços (de imóveis) que subiram menos, as vendas que mantiveram o ritmo de 2011 e o programa do governo voltado a infraestrutura, cujos efeitos devem ser percebidos mais fortemente apenas no final do próximo ano”.

O governo federal anunciou em agosto um pacote de concessões de ferrovias e rodovias, que prevê investimentos de 133 bilhões de reais em 25 anos.

LANÇAMENTOS RETORNAM, CUSTOS SEGUEM ALTOS

Após sofrer certa estagnação, o nível de lançamentos deve acelerar já a partir do atual trimestre, principalmente na capital paulista, onde a dificuldade de se obter licenças para novos projetos foi mais crítica, segundo Zaidan.

“O município de São Paulo teve um represamento de projetos até setembro. Vamos ver, de agora até o primeiro trimestre de 2013, um acúmulo de lançamentos decorrente disso”, disse ele. “Estamos otimistas com o número de lançamentos”.

Já os custos devem permanecer elevados “em 2013 pelo menos”. “Preço de terrenos bem localizado e com potencial não cai, assim como preço de imóvel para de subir, mas não cai”, afirmou Zaidan.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumula alta de 6,93 por cento em 2012 até novembro, e alta de 7,30 por cento nos últimos 12 meses.

Nesse sentido, a mão de obra, que neste ano teve a principal contribuição para a elevação de custos do setor, deve se manter como a maior preocupação para as empresas, com forte demanda por pessoal qualificado, segundo Ana Maria.

O nível de emprego na construção civil no país acumula crescimento de 6,57 por cento neste ano até outubro, quando o setor empregava 3,415 milhões de trabalhadores, mas apenas 859 mil com carteira assinada.

Fonte: noticias.r7.com

Trabalhadores são flagrados sem o uso de equipamentos de segurança

Flagrantes ocorreram em obras no centro de Porto Velho.
Auditor-fiscal do trabalho condena comportamento dos empregadores.

Irregularidades quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de trabalhadores da construção civil em Porto Velho foram flagradas pela equipe do Jornal de Rondônia. Um dos flagrantes foi registrado na construção da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Rondônia (Sticcero).

O trabalhador, que não quis se identificar, opera a serra para cortar tijolos sem o uso das luvas. “Onde está a luva? [pergunta a repórter] Está lá dentro, eu vou pegar”, responde o trabalhador que não quis se identificar.

O encarregado da obra não quis falar sobre o assunto, o representante do sindicato disse que desconhecia a situação. “Para nós foi uma surpresa, porque sempre cobramos”, conta Ademilton Borges, representante Sticcero.

Em outra obra, o pedreiro se movimenta no local com sandália de dedo, sem sapato especial.(Veja imagens no vídeo). Utiliza apenas um cinto e um chapéu de pano e ainda opera a corda sem luvas. Para descer de uma altura de oito metros, tem que ‘escalar’ a estrutura de metal improvisada. “E os equipamentos de proteção? [pergunta a repórter para o trabalhador] Vai lá que ele mostra para a equipe’, diz Marcelo Alves, encarregado da obra.

Após o flagrante, o trabalhador procura o EPI. “O senhor acha incômodo trabalhadar com EPI? [pergunta a repórter] É incômodo”, afirma o trabalhador que não quis se identificar.

O auditor-fiscal do trabalho, Juscelino José Durgo, analisou as imagens dos flagrantes e condenou a conduta dos trabalhadores nos dois casos. “O andaime precisa ter o guarda-corpo e cinto de segurança, sobre o caso do trabalhador que corta o tijolo sem o uso das luvas, ele tem risco de sofrer lesão na mão”, afirma Juscelino José Durgo.

Ainda segundo o auditor, o empregador deve oferecer os equipamentos de segurança e treinar os funcionários para o uso, além de cobrar a utilização.

Fonte: g1.globo.com

Inflação da construção civil recua para 0,23% em novembro, diz FGV

No ano, INCC-M acumula alta de 6,93%.
Custo da mão de obra teve variação de 0,24%, ante 0,01% em outubro.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) registrou variação de 0,23% em novembro, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,24%. No ano, o índice acumula alta de 6,93% e, nos últimos 12 meses, avanço de 7,30%.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços desacelerou para 0,22%, de 0,49% em outubro. No ano, acumula alta de 4,63% e, em 12 meses, avanço de 4,87%.

Já o subíndice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,51%. Seus quatro subgrupos apresentaram variações menores: materiais para estrutura (de 0,28% para 0,06%), materiais para instalação (de 1,24% para 0,57%), materiais para acabamento (de 0,49% para 0,45%) e equipamentos para transporte de pessoas (de 0,71% para 0,39%).

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,42%, em outubro, para 0,10%, em novembro. Nesse grupo, a FGV destacou a desaceleração do subgrupo serviços pessoais, cuja variação passou de 0,58% para 0,06%.

Mão de obra
O custo da mão de obra subiu: registrou variação de 0,24% em novembro, ante 0,01% em outubro. Em Recife, houve aumento de 4,29% por conta de reajustes salariais ocorridos em função da data base. Em Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre, as taxas apuradas refletem pequenas oscilações de mercado, informou a FGV. O custo da mão de obra acumula alta de 9,21% no ano e de 9,72% em 12 meses.

Seis capitais apresentaram desaceleração no INCC-M: Salvador (de 0,14% para 0,13%), Brasília (de 0,32% para 0,07%), Belo Horizonte (de 0,28% para 0,18%), Rio de Janeiro (de 0,22% para 0,08%), Porto Alegre (de 0,28% para 0,11%) e São Paulo (de 0,20% para 0,13%). Em contrapartida, Recife registrou aceleração, de 0,48% para 2,21%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Fonte: g1.globo.com

 

Segurança de trabalhadores da construção civil é discutida em SC

Dois acidentes fatais envolveram operários em Balneário Camboriú em 2012.
Diálogo Diário de Segurança tem como objetivo prevenir acidentes.

A cidade de Balneário Camboriú, no Vale do Itajaí, tem 300 prédios em construção. Para garantir a proteção dos trabalhadores, que trabalham a 70m de altura, é necessário utilizar cinto, capacete, óculos de proteção e luvas.

O dia dos trabalhadores da construção civil inicia com o Diálogo Diário de Segurança, com objetivo de conscientizar e prevenir acidentes. São repassados conceitos para evitar qualquer atitude equivocada, a fim de esclarecer dúvidas dos trabalhadores.

Dois acidentes fatais envolveram operários da construção civil neste ano em Balneário Camboriú. Um deles com o mestre-de-obras, que tinha 35 anos de profissão. Ele caiu do 16º andar.

Fonte: globo.com

Bahia lança estudo sobre construção civil

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, divulgou ontem estudo sobre a construção civil na Bahia e no Brasil, publicado como Texto para Discussão. O trabalho, desenvolvido conjuntamente pela diretoria de Pesquisa e a diretoria de Estatística da SEI, investiga os determinantes da dinâmica da construção civil no Brasil e na Bahia, avaliando impactos de alguns indicadores como renda, financiamento habitacional, spread e obras e instalações públicas.

Para a realização do estudo, estimou-se um modelo econométrico em dados longitudinais com informações das 27 unidades da federação para os anos de 2002 a 2009 e se verificou qual o comportamento das variáveis em termos de efeito e intensidade em relação à produção do setor da construção civil. O trabalho demonstra que a Bahia ocupa lugar de destaque no setor, sendo o quarto maior estado em valor adicionado (soma de todo produto final da construção civil), terceiro em financiamento habitacional, quarto em emprego formal e quinto com os maiores gastos estaduais em obras e instalações entre as unidades da Federação. Desde 2005, a Bahia vem obtendo taxas de crescimento anual superiores às do país em relação ao valor adicionado da construção civil.

No que diz respeito ao emprego, observa-se não só a expansão da geração de postos no setor, mas também uma mudança qualitativa desses empregos. O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. Tais dados demonstram que, no período em análise, a construção civil cresceu sensivelmente no cenário nacional e ainda mais na Bahia, o que explicita a relevância do setor na dinâmica econômica do estado. Urandi Paiva, coordenador de estatística da SEI, explica o cenário favorável:

– A indústria da construção no Brasil, em função do seu comportamento positivo, promete ser o motor de crescimento da economia nos próximos anos. Tal propulsão é motivada pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida, da Copa do Mundo de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016, pela expansão do crédito, ampliação das linhas de financiamento, além do PAC 1 e 2.

O resultado do estudo econométrico aponta uma forte influência dos financiamentos habitacionais, do PIB e dos gastos públicos sobre a produção do setor da construção civil.

– Um avanço neste estudo é a certificação de que os investimentos públicos em obras influenciam de forma significativa no crescimento da construção civil, apresentando um impacto superior ao representado pelo financiamento habitacional – aponta Armando Castro, diretor de Pesquisas da SEI.

Fonte: monitormercantil.com.br

2012 se consolida como o boom da construção civil. Mais de 370 mil m² em dez meses

Sinop vive o boom da construção civil. É o que revelam os dados: 1.706 alvarás expedidos e 371.281,32m² de área construída desde o inicio de 2012. Esses são os números divulgados hoje (12), pelo Núcleo de Desenvolvimento Urbano de Sinop (Prodeurbs) e Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Sosu), em relação à construção civil. Os dados apontam que no mesmo período em 2009 a soma chegou aos 139.677,90m², em 2010 foram 268.395,27m² e em 2011, 358.869,10m², o que revela um crescimento progressivo anual. O comparativo aponta um crescimento de 62,38% de área construída ao analisar as liberações de 2009 para 2012. Os dados têm como referencia os meses de janeiro a outubro de 2009 a 2012.
Para o prefeito, Juarez Costa, os números consolidam o desenvolvimento da cidade. “Nesse momento estamos com mais de 30 obras públicas em andamento, estamos entre as cinco cidades do país que mais constrói casas populares, acredito que realmente todos esses dados estão alinhados ao ritmo de crescimento de Sinop que supera os 7% anuais”, pontuou. “Sem dúvidas, a economia como um todo está aquecida e a construção civil é um dos fatores essenciais nesse sentido, responsável pela geração de tantos novos empregos. O que temos aqui é o reflexo de uma cadeia ordenada de crescimento: se estamos construindo, a conseqüência direta é o aumento da população, a instalação de novas empresas e o crescimento econômico de Sinop”, destacou o prefeito.
Em um relatório geral de 2011, os dados revelam que até o dia 31 de dezembro, 2.034 novos alvarás de construção civil foram expedidos, equivalendo a 413.649,90m². No mesmo período em 2010, 2.081 emissões haviam sido realizadas, equivalendo a 338.366,89m². Já em 2009, foram liberados 1.086 alvarás que equivalem a 207.784,50m². Até o momento, com dois meses para fechar o ano, 2012 já ultrapassou as liberações concedidas durante os doze meses de 2009 e 2010. A soma total aponta 6.907 expedições e 1.331.082,61m².
Fonte: expressomt.com.br

Expansão da construção civil leva empresas a contratar haitianos

O crescimento contínuo nos últimos dez anos da construção civil no país e a qualificação dos operários brasileiros têm levado as empresas do setor a buscar mão de obra como a dos haitianos, que entram no país ilegalmente pelo Acre.

O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Cláudio da Silva Gomes, disse à Agência Brasil que essas pessoas geralmente migram para “subempregos” como serventes e auxiliares de pedreiro.

As próprias empresas, em geral as maiores e mais organizadas, priorizam a qualificação dos profissionais já no mercado, além de oferecerem melhores salários e outros benefícios. “O operário brasileiro, que antes trabalhava para garantir o sustento de sua família, agora quer melhor condição de vida”.

Cláudio Gomes ressaltou que os empresários consideram mais barato investir nos operários à disposição do que ter de recontratar mão de obra a cada nova obra. “As empresas partiram para uma espécie de fidelização dos operários que, por sua vez, ficam com os melhores empregos”, disse o presidente da Conticom, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Aos haitianos, segundo ele, ocupam as vagas rejeitadas pelos trabalhadores do país. Cláudio Gomes acrescentou que os estados do Norte vivem um momento de grande crescimento no setor com a execução de obras de porte. Ele informou que a Conticom tem feito levantamentos para “desarmar” instrumentos de burla da legislação trabalhista que seriam usados por empreiteiros que atuam em áreas remotas com esses trabalhadores.

“O problema é que os haitianos, que não tem nada no seu país, se submetem a exploração do subemprego e são coniventes com as atitudes desses empresários o que dificulta a fiscalização do Ministério do Trabalho”, frisou o sindicalista.

Construtora contratou 30 haitianos
Em parte, essas avaliações coincidem com as de representantes de empresas, como a Urb Topo Engenharia e Construções, com sede em Minas Gerais. No primeiro semestre, a construtora contratou em Brasileia (AC) 30 haitianos para trabalhar em uma obra da Votorantim, em Cuiabá (MT).

O gerente comercial da empresa, Henrique Luiz Araújo Abreu, disse que o operariado brasileiro se profissionalizou e hoje boa parte não trabalha mais só com a carteira de trabalho assinada. “A realidade no mercado da construção civil é que parte dos operários se qualificou como pedreiro e carpinteiro. Eles montaram pequenas empresas e trabalham nas obras como subempreiteiros”, disse.

Ele reconheceu que a mão de obra haitiana supre lacunas nos canteiros de obra de serviços onde os trabalhadores do país não querem mais atuar. Quanto aos 30 haitianos contratados pela Urb Topo, o gerente comercial informou que a todos foi oferecido o salário de mercado estabelecido em convenção pelos sindicatos e que eles recebiam cesta básica ou vale alimentação, além de alojamento e o apoio de um tradutor, já que muitos não falavam português.

“Dos 30 haitianos que contratamos 50% não se aproveitou. Eles chegavam no canteiro de obra e recusavam o serviço para o qual foram contratados, diziam que eram engenheiros no Haiti”, disse o gerente comercial.

Fonte: portogente.com.br

Mercado da construção civil está estabilizado

Terminou a euforia que havia tomado conta da indústria da construção civil nos últimos anos, mas o mercado se mantém firme com a demanda de habitações dentro de padrões de normal para bom, uma vez que houve crescimento da classe média no País, e os juros dos financiamentos diminuíram em relação aos valores históricos do passado, tornando mais fácil a aquisição da casa própria. A informação é do engenheiro Paulo Rockenbach, da Construtora R. Correa, ressaltando que o fim da euforia também é benéfico para o setor, pois diminui  problemas como falta de mão de obra e de insumos, que complicavam a vida das empresas quando a demanda estava super aquecida. “A loucura já passou, e vivemos um momento bom, de estabilidade, bem melhor do que há 7 ou 8 anos, quando não havia demanda porque as pessoas não podiam comprar moradia”, disse Rockenbach. A Construtora R. Correa, com 32 anos no mercado, está lançando, ou planejando lançar, três empreendimentos com mais de 400 apartamentos, um no Menino Deus, outro entre as ruas São Manoel e São Luiz e outro na Vila Assunção.

Fonte: jcrs.uol.com.br

Construção civil registra este ano 800 acidentes de trabalho em MS

Dados são do Ministério do Trabalho, e números podem superar os de 2011.
Setor tem grau de risco 4, o mais alto na classificação do INSS.

O crescimento da construção civil em Mato Grosso do Sul e o aumento na demanda da mão de obra do setor têm aumentado também a preocupação com os acidentes de trabalho, como mostrou reportagem do Bom Dia MS desta segunda-feira (5). De janeiro a setembro deste ano, já foram registrados 800 casos no estado, segundo o Ministério do Trabalho. No ano passado, foram 850 trabalhadores acidentados.

Segundo o Ministério do Trabalho, muitos dos acidentes desses acidentes poderiam ser evitados se os patrões e empregados cumprissem as normas de segurança. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Mato Grosso do Sul (Sinduscon), Amarildo Miranda Melo admite que é difícil controlar a ação de cada trabalhador. “A dificuldade é que em obra grande você tem um grande número de funcionários, mas a gente tá cada vez mais insistindo e exigindo”, afirmou Melo.

José Abelha, presidente do sindicato que representa os trabalhadores, lembra que o setor tem grau de risco 4, o mais alto na classificação do INSS. Ele denuncia ainda que muito deixam de usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por falta de orientação.

“Tem que fornecer o equipamento gratuito para o funcionário e treiná-lo para usar. E também o funcionário tem que receber esse equipamento e fazer uso adequado dele”, lembrou. No ano passado foram quase 60 mil acidentes em todo o país.

Fonte: globo.com

Seminário do SindusCon-SP apresenta cases de aplicação do BIM na construção brasileira

Evento realizado na capital paulista reuniu profissionais e interessados em informações sobre esta tecnologia

Shopping União de Osasco em BIM

Na última quarta-feira (18) aconteceu na cidade de São Paulo o 3º Seminário BIM (Building Information Modeling ou, em português, Modelagem da Informação da Construção), evento realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), com o objetivo de discutir e apresentar exemplos de aplicação. A metodologia organiza, em um mesmo arquivo eletrônico, um banco de dados com informações sobre as diversas etapas da obra, melhorando o processo produtivo de edifícios.

Segundo o coordenador do seminário e da Comissão de Trabalho de Projetos do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Fernando Correa, os temas dos seminários, desde sua primeira edição, foram evoluindo e apresentando enfoques diversificados com o passar dos anos.

“O objetivo do primeiro seminário foi apresentar o BIM para o público, o segundo, mostrar as dificuldades e a forma de atuação. Hoje, o foco principal é a implantação desta metodologia na empresa”, diz.

De acordo com o coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Jorge Batlouni Neto, a necessidade em se discutir e apresentar exemplos de aplicação do BIM é a importância desta nova tecnologia para os profissionais da construção, especialmente no aumento da produtividade.

Para Batlouni, o BIM é uma ferramenta que auxilia tanto nos projetos mais produtivos, quanto no canteiro de obras. Por isso, a importância em se levar o BIM para o canteiro, desafio este ainda não superado, mas que espera-se que daqui a três anos seja aplicado.

O 3º Seminário contou com a realização de painéis, com apresentações de profissionais, abordando sobre diversos aspectos de implantação e aplicação de BIM.

Para falar sobre a aplicação de BIM em obras do Exército, foi convidado Alexandre Fitzner tenente coronel e CIO-CTO (Chief Information Officer e Chief Technical Officer) no Ministério da Defesa do Exército Brasileiro. Fitzner explicou que o objetivo do BIM no exército tem como finalidade tornar os dados das obras a serem construídas fáceis para serem verificados, melhorando a gestão da obra de quem contrata e do produto que será entregue por eles, resultando assim em trabalhos com uma maior qualidade.

O engenheiro e diretor do Grupo Técnico de Projetos (GTP), José Martins Laginha Neto, mostrou alguns cases em obras pré-moldadas em concreto. Segundo ele, a empresa utiliza desde 2006 ferramentas BIM para visualizar interferências, gerenciar a obra e melhor organizar os diversos tipos de peças empregadas na estrutura, minimizando os erros de projeto.

O primeiro grande projeto do GTP a utilizar ferramentas BIM foi o Shopping União de Osasco, que conta com 250 mil m² de área. “O software foi utilizado apenas internamente e já obtivemos um acréscimo de produtividade em torno de cinco a 10%. Se todos os envolvidos o utilizassem, os ganhos poderiam ser ainda maiores” explica.

Para falar sobre o BIM em obras pré-fabricadas de estruturas metálicas, foi convidado o diretor da empresa Gerenciamento e Desenvolvimento de Projeto (GPD), Sergio Roberto Leusin de Amorim. O engenheiro enfatizou a importância desta tecnologia, destacando que funciona em aspectos muito simples como a associação de campos que se define dentro do objeto virtual que compõe a construção.

“A utilização do BIM não é apenas uma questão de economia e sim de uma onda tecnológica que atingiu a construção e outros setores, por isso, é preciso aderir a esta tecnologia para que possamos ter uma maior competitividade”, diz Leusin.

Fonte: piniweb.com.br