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Construção de S.Bernardo aprova reajuste de 7,47%

Os trabalhadores da construção civil de São Bernardo e Diadema aprovaram ontem, em assembleia, proposta definida pelos patrões por intermédio do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Dos 180 presentes, 78% votaram a favor. Eles receberão aumento de 7,47% em seus salários – o reajuste é o mesmo aprovado na Capital. O aumento real, ou seja, acima da inflação, considerando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses, que está em 4,9%, será de 2,57%.

A proposta, no entanto, foi aceita com ressalvas, destacou Cláudio Bernardo da Silva, secretário-geral do Sintracon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) nos dois municípios. “Vamos reivindicar nos próximos dias, diretamente com as empresas, participação nos lucros e resultados.”

Dentre as conquistas obtidas no acordo coletivo, Silva elenca o seguro de vida, que é pago pela primeira vez à categoria em São Bernardo e Diadema, composta por 20 mil pessoas. Em caso de morte ou invalidez por conta de acidente de trabalho, a indenização é de R$ 40 mil. Para morte natural, pagam-se R$ 15 mil.

O piso de pedreiros, armadores, pintores, gesseiros, carpinteiros e demais trabalhadores qualificados subiu de R$ 1.086,80 para R$ 1.167,98. O rendimento dos serventes, vigias, auxiliares, contínuos e demais funções que não demandem formação profissional subiu de R$ 910,80 para R$ 978,84.

O tíquete-refeição passou de R$ 13,80 para R$ 15. A cesta básica, por sua vez, não teve alteração, permanecendo em 36 quilos. Se a empresa optar pelo vale-alimentação, este foi reajustado de R$ 140 para R$ 150.

SÃO CAETANO – Os 1.200 trabalhadores da construção civil de São Caetano deverão realizar assembleia na terça-feira, dia 15, informou o diretor de negociação coletiva do Sintracon da cidade, Omar Bersano.

O piso dos profissionais do município é um pouco superior, de R$ 936,83 para os não qualificados e de R$ 1.166,20 para os qualificados.

Fonte: dgabc.com.br

Emprego na construção civil avança até fevereiro

Ao final do mês, o setor empregava 3,257 milhões de trabalhadores com carteira assinada

A contratação de mais de 32,2 mil trabalhadores com carteira assinada levou a construção  civil a recuperar no primeiro bimestre deste ano praticamente todos os 83 mil postos de trabalho que haviam sido fechados por conta da sazonalidade em fevereiro.

Ao final de fevereiro, o setor empregava 3,257 milhões de trabalhadores com carteira assinada. É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, a recuperação já era esperada em função do grande volume de obras que o setor deverá ter em 2012 tanto na área de habitação como na de infraestrutura.

No ano, foram contratados mais de 83,1 mil trabalhadores (+2,62%). Nos doze meses encerrados em fevereiro foram mais 213.280 (+7,01%).

Em fevereiro, a região do país que mais contratou em número de trabalhadores foi a Sudeste (+20,6 mil). Em termos percentuais, foram a Norte e a Centro-Oeste, ambas com alta de 1,4%.

No mês passado, a construção civil paulista empregou mais 5.553 trabalhadores (+0,67%). No acumulado do ano foram contratados mais 18.824 (+2,31%). No fim de fevereiro, o Estado de São Paulo tinha 835 mil trabalhadores na construção.

No interior do Estado, a região de Campinas liderou as contratações, com alta de 1,59% (+1.359 trabalhadores), seguida por Presidente Prudente, com alta de 1,25% e Ribeirão Preto (+1,24%).

Fonte: ultimoinstante.com.br

Confiança do empresário da construção melhora em 2012

O empresário da construção no País está mais confiante no desempenho de suas companhias no cenário atual e às perspectivas futuras. A evolução foi percebida em relação ao fim do ano passado. Já na comparação com o cenário de um ano atrás, a confiança está mais baixa, de acordo com a Sondagem da Construção, divulgada hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O indicador do desempenho presente das empresas atingiu 55,7 pontos no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, alta de 3,8% ante os dados da última sondagem, feita em novembro, e queda de 5,3% comparada à pesquisa realizada em fevereiro de 2011. As perspectivas de desempenho futuro passaram para 59,3 pontos, alta de 5,8% sobre novembro, e recuo de 4,1% ante o resultado de um ano atrás. Na mesma base de comparação, a confiança em relação ao crescimento econômico avançou 1,8% e mostrou baixa de 15,7%, respectivamente.

Pelos critérios da Sondagem da Construção, a escala varia de zero a 100 pontos, sendo que dados maiores do que 50 indicam um cenário favorável, e abaixo de 50, negativo. A pesquisa foi realizada no mês passado com 190 empresários do setor em todo o País.

Segundo o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, os indicadores no começo deste ano são piores do que os do início de 2011 porque, há um ano, a confiança dos empresários estava em alta, relacionada ao forte desempenho do setor em 2010, quando houve ápice no volume de vendas, lançamentos e contratações. Já nos meses seguintes de 2011, o cenário se deteriorou, marcado por instabilidades provocadas pelo avanço da inflação, pelas medidas do governo para desaquecer a economia e pelo noticiário de crise na Europa.

“Isso gera incertezas para o empresário, que trabalha com ciclos de longo prazo na construção”, explicou Zainda. “Mas, de lá para cá, vimos que não houve desastres”, referindo-se à melhora da inflação e aos incentivos do governo. “O ano de 2011 foi bom para a construção, mas não excepcional como 2010”.

Indicadores

A Sondagem da Construção mostrou também que a confiança dos empresários com relação à política econômica ficou em 52,8 pontos, elevação de 4,8% sobre novembro, e crescimento de 1% na comparação com fevereiro do ano passado. A expectativa de redução da inflação marcou 50,6 pontos, aumento de 25,2% na comparação trimestral e alta de 35,6% na comparação anual.

Outro dado que melhorou foi a percepção dos empresários em relação às dificuldades financeiras. O indicador atingiu 50,1 pontos em fevereiro, queda de 7,3% ante novembro e de 7,2% comparado ao mesmo mês de 2011. Ao contrário dos demais indicadores da pesquisa, a percepção sobre dificuldades financeiras é considerada menos favorável quando está acima de 50 pontos.

Já um indicador que mostrou piora recente foi a perspectiva sobre a evolução dos custos, que marcou 47,7 pontos em fevereiro, queda de 0,6% ante novembro e alta de 14,0% ante o mesmo mês do ano passado. Segundo Zaidan, essa piora é explicada, em parte, ao período de dissídios trabalhistas, que se estende até maio nos Estados que concentram mais mão-de-obra (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia). Além disso, acrescentou Zaidan, existe a preocupação com a possível elevação dos preços de materiais de construção devido ao avanço da cotação do dólar e da manutenção da demanda aquecida.